Starbucks Brasil, sob gestão da Zamp de Mariane Wiederkehr, projeta expansão com foco no grão nacional e novos formatos

​O Brasil não é apenas um dos mercados consumidores mais promissores para o setor de cafeterias, mas também a espinha dorsal do suprimento global de uma das marcas mais reconhecidas do planeta. Segundo Mariane Wiederkehr, executiva à frente da Starbucks Brasil como country manager e diretora vice-presidente da Zamp, cerca de 50% de todo o café utilizado pela Starbucks no mundo tem origem em solo brasileiro.

​A revelação reforça a centralidade do país na estratégia global da marca. Para além da exportação do grão, o Brasil abriga um dos Farm Support Centers da companhia, centros de apoio dedicados a auxiliar os produtores locais no aprimoramento de técnicas produtivas, sustentabilidade e eficiência dos cafezais.

​Nova fase sob gestão da Zamp

​A operação brasileira da Starbucks vivencia um momento de consolidação e reestruturação desde que a Zamp — operadora de franquias controlada pelo fundo Mubadala Capital e responsável também por marcas como Burger King e Popeyes no país — concluiu a aquisição dos ativos da rede por cerca de R$ 100 milhões. Mariane Wiederkehr assumiu o comando da operação com a missão de expandir a presença da marca e reconectar o ecossistema local às diretrizes globais.

​Atualmente, a rede conta com mais de 110 unidades espalhadas pelo país e projeta acelerar a abertura de dezenas de novos pontos de venda. A estratégia de expansão mira tanto a consolidação em praças centrais, como o estado de São Paulo, quanto o retorno a mercados estratégicos, como o Rio de Janeiro (Zona Sul) e Belo Horizonte, além do fortalecimento em aeroportos e capitais do Sul e Nordeste.

​Inovação no cardápio e o conceito “Coffee House”

​Para competir de forma mais alinhada aos hábitos do consumidor brasileiro — que muitas vezes divide sua preferência entre as cafeterias tradicionais e a cultura das padarias —, a Starbucks Brasil tem investido no dinamismo do seu portfólio e em novos formatos de loja.

​Entre as novidades planejadas para o mercado nacional estão:

  • Linha de bebidas proteicas: uma aposta para atender à crescente demanda por escolhas voltadas à saudabilidade e ao estilo de vida ativo.
  • Formato “Coffee House”: lojas concebidas para reforçar o conceito de “terceiro lugar” (espaço entre o trabalho e a casa), oferecendo ambientes acolhedores para encontros, trabalho remoto e degustação de cafés especiais.
  • Localização de produtos: introdução de itens pensados exclusivamente para o paladar e a rotina diária dos brasileiros, integrando a essência internacional da marca às regionalidades locais.

​Com cerca de 40 mil lojas em 85 países, a Starbucks enxerga na operação brasileira uma oportunidade ímpar de crescimento, apoiada tanto no potencial de consumo interno quanto no fornecimento contínuo e estratégico do café produzido no país.


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