ANKARA — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi alvo de uma complexa operação de segurança e despiste ao deixar a Turquia após participar da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Diante de uma ameaça considerada crível de assassinato partindo de forças ligadas ao governo do Irã, o Serviço Secreto norte-americano orquestrou uma transferência secreta de aeronave utilizando um caminhão de transporte de suprimentos de bordo no aeroporto de Ancara.
As informações, reveladas inicialmente pelo The Washington Post e confirmadas pelo The New York Times, detalham como a comitiva presidencial usou o avião oficial como “isca” para garantir a segurança de Trump.
A estratégia do caminhão de suprimentos
No dia da partida, a operação foi montada para simular um embarque de rotina diante dos veículos de imprensa:
- O embarque público: Trump chegou de limusine à pista do aeroporto em Ancara, subiu a escada do antigo Air Force One (o Boeing 747 azul-claro) e acenou para as câmeras antes de entrar.
- A transferência invisível: Do outro lado da aeronave, fora da visão do público e dos jornalistas, um caminhão hidráulico de transporte de refeições já estava acoplado. Trump e seus assessores mais próximos entraram no compartimento de carga do caminhão, que foi rebaixado e se deslocou pela pista por cerca de 40 segundos.
- A troca de avião: O veículo seguiu até um jato militar menor, um Boeing C-32A da Força Aérea dos EUA, estacionado nas proximidades. O presidente embarcou discretamente no novo avião.
Enquanto isso, repórteres e funcionários da Casa Branca embarcaram no Air Force One acreditando que o presidente estava a bordo. Durante o voo com destino ao Reino Unido, os jornalistas chegaram a ser orientados a manter as persianas das janelas fechadas.
Tensão geopolítica e ameaças diretas
A manobra ocorreu em meio à acentuada escalada de hostilidades entre Washington e Teerã. Segundo fontes governamentais, agências de inteligência identificaram que o Air Force One havia se tornado um alvo prioritário para forças iranianas.
A escolha inicial de voar no modelo antigo do avião presidencial já havia levantado questionamentos, após preocupações de segurança com a aeronave recém-doada pelo Catar, que passou por reformulações recentes. Publicamente, Trump havia afirmado nas redes sociais que usaria o avião antigo “pelos velhos tempos”, escondendo o verdadeiro plano tático de segurança.
Repercussão oficial
Em resposta aos relatos, o porta-voz de comunicação da Casa Branca, Steve Cheung, defendeu os protocolos adotados pela equipe de segurança:
“Como o presidente disse recentemente, há muitos inimigos dos Estados Unidos que o têm como alvo, e usamos todas as ferramentas à nossa disposição — incluindo táticas de distração e desorientação — para lidar com essas ameaças.”
Apesar do risco e da complexidade da manobra, ambas as aeronaves pousaram em segurança na base aérea de RAF Mildenhall, no Reino Unido, onde o presidente reapareceu publicamente antes de seguir viagem de volta a Washington.
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