Donald Trump escala Juan Pablo Segura para o comando do Hemisfério Ocidental em meio a rusga diplomática com o governo Lula

​O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promoveu uma reformulação estratégica no comando diplomático do Departamento de Estado voltado à América Latina. O empresário e ex-secretário de Comércio da Virgínia, Juan Pablo Segura, assumiu formalmente o cargo de Secretário-Assistente de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental. A movimentação ocorre no momento em que as relações bilaterais entre Washington e Brasília enfrentam um cenário de forte atrito diplomático.

​A posse de Segura encerra a gestão interina de Michael Kozak. De acordo com informações reportadas pela InfoMoney e pela Revista Oeste, a nomeação foi confirmada pelo Senado norte-americano após sabatina no Comitê de Relações Exteriores.

​Prioridades regionais: segurança e contenção geopolítica

​Em suas primeiras manifestações públicas, Juan Pablo Segura destacou que atuará alinhado com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com as diretrizes da Casa Branca. O novo diplomata listou entre suas prioridades máximas:

  • Combate ao narcoterrorismo: Ações voltadas ao desmantelamento e liquidação de cartéis na região.
  • Segurança de fronteiras: Alinhamento com as políticas migratórias e de soberania territorial da administração Trump.
  • Contenção geopolítica e transição na Venezuela: Monitoramento da influência chinesa no continente e desdobramentos sobre a crise venezuelana.

​Tensão escalada com o Brasil

​A chegada do novo diplomata ao posto ocorre em um contexto de atritos diretos entre Washington e Brasília. Conforme detalhou o UOL Notícias, a diplomacia norte-americana adotou recentemente medidas duras, como o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A medida respondeu ao travamento, por parte do Itamaraty, da concessão de agrément ao diplomata indicado por Trump para assumir a embaixada dos EUA no Brasil.

​Além do impasse no corpo diplomático, Segura já vinha manifestando posicionamentos críticos sobre o cenário judicial brasileiro. Conforme apuração do Correio Braziliense, o novo secretário-assistente criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relativas ao bloqueio de redes sociais americanas e sanções impostas a empresas do setor de tecnologia, classificando tais medidas como incompatíveis com valores democráticos.


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