A ofensiva da Igreja Universal na campanha eleitoral e as denúncias de abuso de poder
A atuação política da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) nas disputas eleitorais voltou ao centro do debate público após investigações e denúncias reveladas pelo jornalista Gilberto Nascimento. A mobilização da denominação liderada pelo bispo Edir Macedo direciona uma estrutura de grande porte com o objetivo explícito de eleger seus representantes — entre bispos e pastores — para cargos no Legislativo estadual e federal, além do Senado.
Principais pontos da investigação
- Campanhas religiosas adaptadas: Registros indicam o uso do chamado “Desafio de Neemias”, uma campanha interna de cunho espiritual, como canal indireto de engajamento e direcionamento político junto aos fiéis.
- Redes de comunicação interna: Disparo massivo de áudios e mensagens direcionadas em aplicativos de conversação para coordenar o apoio aos candidatos oficiais da instituição.
- Ações nas portas dos templos: Organização de eventos práticos de panfletagem e “adesivaços” realizados no entorno das igrejas nos dias de culto.
Ações na Justiça Eleitoral
Em resposta à intensa mobilização, entidades como o Movimento Brasil Laico acionaram a Justiça Eleitoral pedindo investigações formais. A contestação jurídica apoia-se em argumentos de possível abuso de poder econômico e de uso indevido da estrutura religiosa para fins político-partidários, condutas vedadas pela legislação eleitoral brasileira a fim de garantir a isonomia entre os concorrentes e resguardar a laicidade do Estado.
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