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Alexandre de Moraes exige explicações de SP sobre possíveis falhas na tornozeleira eletrônica de Débora do Batom

Alexandre de Moraes exige explicações de SP sobre possíveis falhas na tornozeleira eletrônica de Débora do Batom

BRASÍLIA — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP-SP) preste esclarecimentos, no prazo de cinco dias, sobre falhas e perda de sinal registradas na tornozeleira eletrônica da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”.

​A medida atende a solicitações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que busca verificar se as interrupções de sinal registradas entre os meses de abril e maio decorreram de falhas técnicas ou de uma violação intencional das condições impostas pela Justiça. Caso fique comprovada a infração intencional ou tentativa de burlar a fiscalização, a detenta poderá perder o benefício da prisão domiciliar e retornar ao regime fechado no sistema prisional.

​Débora Rodrigues foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, sob acusações de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada e dano qualificado ao patrimônio público. A ré ganhou notoriedade nacional após pichar com batom a frase “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, situada em frente à sede do STF.

​A defesa de Débora sustenta que não houve qualquer tentativa de fuga, ausência injustificada de sua residência em Paulínia (SP) ou descumprimento deliberado das medidas impostas. Segundo os advogados, as oscilações e quedas de sinal de GPS foram provocadas por instabilidades operacionais inerentes ao próprio equipamento de monitoramento fornecido pelo estado.

​Na mesma decisão, o relator solicitou que a direção da Penitenciária Feminina de Tremembé informe a regularidade de cursos profissionalizantes concluídos por Débora, confirmando se as atividades educacionais contavam com a devida autorização e convênio com o poder público para fins de remição de pena.

​Assista ao trecho da cobertura do caso da condenação de Débora Rodrigues, que detalha o contexto da concessão da prisão domiciliar sob monitoramento eletrônico concedida pelo ministro do STF.


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