A desistência do senador e pré-candidato ao Governo do Paraná, Sérgio Moro (PL), em participar do primeiro debate televisivo promovido pela Band TV no domingo (9 de agosto), provocou reações imediatas nos bastidores políticos do estado.
A decisão de Moro foi anunciada poucas horas antes do início do programa pelas redes sociais. O parlamentar alegou que os debates estariam se transformando em uma “rinha de galo” e acusou adversários de realizarem um “jogo combinado” entre o PT e a coligação ligada ao governador Ratinho Junior (PSD) para atacá-lo, justificando sua liderança nas pesquisas de intenção de voto.
Críticas do PT e postura de “afinação”
A justificativa do senador foi rebatida pelo deputado federal Tadeu Veneri (PT-PR). Em manifestação nas redes sociais, Veneri criticou a postura do ex-juiz e classificou a alegação como uma tentativa infundada de desviar da participação no confronto direto.
”O senador Sérgio Moro poderia ter inventado qualquer desculpa para faltar ao debate na Band TV. Só não poderia ter dito que foi culpa do PT, que iria se aliar à coligação de Ratinho Junior para atacá-lo. Coisa de quem afinou e não foi capaz de inventar uma boa justificativa”, afirmou o deputado.
Impacto no debate e cenário eleitoral
Com a ausência do pré-candidato do PL, o encontro promovido pela Band contou apenas com a presença dos concorrentes Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD), que utilizaram o tempo para apresentar propostas e criticar a falta de Moro no estúdio.
- Confronto direto: Os adversários cobraram posicionamentos do senador sobre pautas estaduais, como tarifas de energia, infraestrutura e segurança pública.
- Liderança nas pesquisas: Levantamentos recentes apontam Moro na liderança das intenções de voto no estado, seguido por nomes como Requião Filho e Rafael Greca.
- Calendário: Moro declarou que pretende focar os debates e agendas de campanha após o início oficial da propaganda eleitoral.
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