A ausência de figuras centrais do cenário político paranaense em recentes agendas no interior do Estado, especialmente em Foz do Iguaçu, expôs o clima de tensão nos bastidores do Palácio Iguaçu. O esvaziamento de atos do governo pelo ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca e pelo deputado estadual Alexandre Curi acendeu o sinal de alerta no núcleo político do governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), evidenciando fissuras no grupo governista diante do afunilamento das definições e alianças para as eleições no Paraná.
A contrariedade nos bastidores aumentou após a escolha do governador em indicar o ex-secretário de Infraestrutura Sandro Alex para liderar o projeto de sucessão ao Palácio Iguaçu. A movimentação acabou empurrando antigos aliados para fora do ninho governista. Greca oficializou sua migração para o MDB para estruturar candidatura própria ao Governo do Estado, enquanto Alexandre Curi acertou transferência para o Republicanos em busca de viabilizar seu próprio espaço eleitoral, desencadeando um racha na base de sustentação do PSD.
Apesar da poeira levantada pelas desfiliações e desfalques nas agendas públicas, Ratinho Junior tem buscado adotar um tom apaziguador publicamente, classificando as movimentações como dinâmicas naturais da política. No entanto, conselheiros e articuladores do governo acompanham com preocupação o avanço das articulações de opositores e dissidentes. Enquanto Greca e Curi seguem construindo pontes fora do PSD, o governador aposta na entregas de obras estratégicas — como concessões viárias e empreendimentos de infraestrutura — para tentar manter a coesão do grupo e sustentar a candidatura de seu indicado ao governo estadual.
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