Controlador aéreo em Phoenix evita tragédia após identificar dois aviões da American Airlines usando o mesmo número de voo

​Ação rápida de profissional com 25 anos de experiência impediu risco de colisão no ar em Phoenix após falha de identificação em aeronaves da American Airlines.

​Raciocínio ágil no controle de tráfego

​Um controlador de tráfego aéreo na cidade de Phoenix, nos Estados Unidos, evitou o que poderia ter se tornado uma grave tragédia na aviação. Ao notar que duas aeronaves operadas pela American Airlines utilizavam exatamente a mesma identificação — American 2482 —, o profissional interveio imediatamente para garantir a segurança dos passageiros e tripulantes.

​A duplicação ocorreu de forma atípica:

  • Primeira aeronave: Chegava de Chicago em processo de aproximação para pouso.
  • Segunda aeronave: Havia acabado de decolar de Phoenix rumo ao seu destino.

​Como a colisão foi evitada

​Se ambos os pilotos interpretassem as instruções da torre como destinadas a eles ao mesmo tempo, poderiam navegar para a mesma altitude de forma convergente. Ao perceber o risco real de colisão, o controlador adotou uma estratégia simples e eficaz:

Adaptação dos indicativos: O profissional passou a se dirigir aos aviões como “American 2482 na chegada” e “American 2482 na saída”, eliminando qualquer dúvida entre as tripulações.

​Além de diferenciar os nomes, o controlador instruiu o piloto do avião em decolagem a interromper a subida, garantindo uma margem vertical de distância segura entre as duas aeronaves enquanto suas rotas se cruzavam. Ele também orientou que os pilotos mantivessem contato visual entre si até que a separação total de espaço aéreo fosse restabelecida.

​Alerta para a aviação

​Com mais de duas décadas de atuação na área, o próprio profissional destacou a raridade do acontecimento:

  • “Trabalho com controle de tráfego aéreo há 25 anos. Nunca vi duas aeronaves praticamente convergirem usando o mesmo indicativo de chamada. Isso é realmente impressionante”, relatou após o incidente.

​A duplicidade de códigos no ar é tratada como uma falha crítica pelo setor aeronáutico, pois anula a exclusividade dos chamados de rádio (callsigns). O caso reforça a importância da atenção humana nos centros de controle para solucionar falhas operacionais e prevenir acidentes.


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