Ceuta, Espanha — A pressão migratória no enclave espanhol de Ceuta, localizado no norte da África, atingiu níveis críticos. Um fluxo contínuo de centenas de migrantes cruzou a fronteira a pé e a nado a partir do Marrocos, sobrecarregando o sistema de acolhimento local e levando o governo de Madri a mobilizar tropas militares e policiais para reforçar a segurança do território.
De acordo com estimativas das autoridades locais e relatos divulgados pela agência EFE, entre 1.500 e 2.000 pessoas chegaram ao território autônomo em um intervalo de dez dias. As instalações de acolhimento e apoio humanitário da cidade excederam o limite máximo de atendimento, o que levou a administração regional a pedir auxílio emergencial e suporte direto ao Governo Central da Espanha.
Principais pontos da crise
- Lotação dos centros de apoio: Centros temporários de permanência e acolhimento em Ceuta operam bem acima da capacidade máxima planejada.
- Reforço na segurança: O Ministério do Interior da Espanha anunciou o envio do Exército e de contingentes adicionais da Guarda Civil para conter novas entradas e ordenar o fluxo fronteiriço.
- Diálogo diplomático: O governo espanhol mantém contato com as autoridades marroquinas para coordenar a gestão das fronteiras e analisar acordos de devolução.
Reação das autoridades
O prefeito-presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, classificou o cenário como uma “emergência humanitária e social” e defendeu maior apoio operacional do Estado espanhol. Em resposta, o primeiro-ministro Pedro Sánchez destacou que o governo está focado em dar uma resposta imediata, canalizando recursos de segurança e assistência às vítimas e aos residentes da região.
”Estamos mobilizando os recursos necessários para recuperar a normalidade no menor tempo possível e garantir o respeito às leis e o apoio humanitário,” afirmou o Executivo espanhol em nota.
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