O governo brasileiro reagiu de forma incisiva ao anúncio da administração de Donald Trump nos Estados Unidos sobre a imposição de uma nova sobretaxa de 12,5% às exportações do Brasil. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou a medida como “indevida, ilegítima e ilegal”, afirmando que as alegações norte-americanas sobre supostas falhas na fiscalização e combate ao trabalho forçado se baseiam em “fatos que não são reais”.
A nova alíquota junta-se à tarifa de 25% anunciada anteriormente pelo governo estadunidense, criando um cenário de dupla tributação para diversos produtos nacionais.
Dupla tributação e setores atingidos
De acordo com o levantamento inicial do MDIC, embora cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil sigam isentos de ambas as taxas — incluindo itens de peso na pauta exportadora como carne bovina, café, suco de laranja e frutas —, setores fundamentais da indústria serão duramente impactados.
Com o acúmulo das duas sobretaxas, a tarifação total para determinados segmentos pode chegar a 37,5%. Entre os setores afetados pela dupla cobrança estão:
- Calçados e vestuário (confecções);
- Máquinas, equipamentos e peças;
- Componentes industriais;
- Produtos químicos (com exceção dos farmacêuticos).
- Negociação: É o objetivo primário para afastar as tarifas consideradas injustas.
- Reciprocidade: O governo estuda aplicar o instrumento legal brasileiro para proteger a economia nacional e responder na mesma proporção comercial.
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