Requião Filho e Sandro Alex acirram disputa pelo segundo turno no Paraná com apoio de Ratinho Júnior e olho em Sergio Moro
CURITIBA — A corrida pelo Palácio Iguaçu ganha novos contornos com a intensificação da disputa pela vice-liderança e por uma vaga em um eventual segundo turno nas eleições estaduais do Paraná. De um lado, o deputado estadual Requião Filho (PDT), respaldado por setores do eleitorado progressista e pela aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do outro, o deputado federal e ex-secretário Sandro Alex (PSD), que desponta impulsionado pelo padrinho político, o governador Ratinho Júnior.
O cenário político no estado tem sido marcado pela liderança de Sergio Moro (PL) nas pesquisas de intenção de voto no primeiro turno. No entanto, o afunilamento das pré-candidaturas e os arranjos de bastidores transformaram a briga pelo segundo lugar no principal foco de atenção das articulações partidárias.
A disputa por uma vaga na etapa final
Levantamentos recentes de institutos de pesquisa indicam que, em cenários com a força dos apoios políticos estaduais e nacionais, a transferência de votos tem desempenhado papel decisivo. Quando atrelado ao nome e ao legado da gestão do governador Ratinho Júnior, Sandro Alex tem mostrado crescimento significativo, aproximando-se da linha de frente e travando um duelo direto com Requião Filho, que sustenta um eleitorado consolidado e o apoio direto do Palácio do Planalto.
Além disso, projeções testadas por institutos locais e nacionais apontam que, em simulações diretas de segundo turno, a combinação de alianças e o índice de rejeição dos pré-candidatos se tornam fatores-chave. Enquanto Requião busca polarizar o debate focando nas críticas à atual gestão estadual e na aproximação com a pauta social, Sandro Alex aposta na força da máquina administrativa, no municipalismo e no recall do governo Ratinho Júnior para aglutinar o centro e a direita.
O fator Sergio Moro e as estratégias de campanha
Por outro lado, o ex-juiz e senador Sergio Moro lidera as pesquisas de primeiro turno no Paraná, ancorado em uma forte base conservadora. Contudo, analistas apontam que a manutenção de sua vantagem exigirá avanço sobre o eleitorado independente, uma vez que simulações de segundo turno mostram confrontos mais acirrados quando os adversários contam com o apoio formal de fortes padrinhos estaduais e federais.
Diante desse quadro, tanto o grupo político de Ratinho Júnior quanto a oposição liderada pelo PDT intensificam suas agendas pelo interior e pela Região Metropolitana de Curitiba. Com as convenções partidárias e o início oficial da campanha se aproximando, a batalha pelo segundo turno no Paraná promete ser uma das mais disputadas da cena política nacional.
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