WASHINGTON — O cenário de tensão no Oriente Médio voltou a se intensificar na tarde desta terça-feira (28), após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã disparar múltiplos mísseis balísticos em direção a bases militares das forças dos Estados Unidos na região. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a ofensiva Teerã-Washington e afirmou que todos os projéteis foram interceptados com sucesso, sem registro de danos materiais ou vítimas.
O ataque interrompeu um breve período de trégua e pausa nos bombardeios que durava desde o último fim de semana. Segundo dados divulgados pelas autoridades militares americanas, o disparo ocorreu por volta das 17h45 (horário do leste dos EUA). Relatórios de bastidores apontam que ao menos uma das instalações visadas no ataque surpresa foi a base aérea americana na Jordânia.
Ruptura na trégua e cenário diplomático
A nova onda de disparos ocorre em um momento delicado para a diplomacia e para os mercados internacionais:
- Suspensão temporária: O presidente norte-americano, Donald Trump, havia ordenado a paralisação temporária dos bombardeios contra o território iraniano após duas semanas de operações aéreas contínuas, em uma tentativa de abrir espaço para negociações de paz e estabilizar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
- Encontro diplomático: O ataque iraniano coincide com a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a Washington para reuniões com a Casa Branca, focadas em estratégias para conter o programa nuclear de Teerã.
- Alerte do CENTCOM: Em nota oficial divulgada nas redes sociais, o comando militar dos EUA ressaltou que suas tropas na região permanecem “vigilantes e em alto estado de prontidão”, sinalizando que respostas militares e estratégicas continuam no horizonte do conflito.
A Organização das Nações Unidas (ONU) e a comunidade internacional voltaram a pedir contenção imediata a ambos os lados para evitar um transbordamento ainda maior da crise geopolítica regional.
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