BOGOTÁ — Um forte terremoto de magnitude 7,4 abalou a Colômbia nesta segunda-feira (10), deixando mais de cem mortos, centenas de feridos e provocando o desabamento de dezenas de edifícios em diversas regiões do país. Trata-se do abalo sismológico mais intenso registrado em território colombiano na última década, segundo dados do Serviço Geológico Colombiano (SGC).
O epicentro do abalo foi localizado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó (no noroeste do país), a cerca de 100 quilômetros de profundidade e a 400 quilômetros da capital Bogotá. O tremor principal ocorreu às 7h34 no horário local (9h34 no horário de Brasília) e foi sucedido por mais de 20 réplicas, com magnitudes que variaram entre 1,4 e 5,0.
Impactos e estragos pelo país
O terremoto provocou destruição severa em diversos departamentos:
- Risaralda e Cali: Pelo menos 47 mortes foram confirmadas no departamento de Risaralda, além de três vítimas fatais provocadas por um desabamento na estrutura do Aeroporto Internacional Matecaña, na cidade de Pereira. Já em Cali, no departamento de Valle del Cauca, mais de 20 edificações desabaram, deixando diversos moradores sob os escombros.
- Manizales e Chocó: Na cidade de Manizales, uma das torres da Catedral Basílica Metropolitana ruiu parcialmente e prédios da Universidade de Caldas sofreram danos. No departamento de Chocó, próximo ao epicentro, governadores relataram sérios danos estruturais a imóveis e serviços essenciais.
- Capital e transporte: Em Bogotá, Medellín e Cali, sirenes de emergência foram acionadas e milhares de moradores e funcionários de prédios públicos evacuaram as edificações de forma preventiva. A Aeronáutica Civil colombiana informou a suspensão das operações em ao menos seis aeroportos da região oeste devido a danos físicos em terminais.
Resposta governamental e comoção internacional
Em resposta à emergência, o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, decretou estado de desastre nacional e calamidade pública. O chefe de Estado cancelou compromissos oficiais e instalou um Posto de Comando Unificado na Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD) para coordenar o envio de socorristas, insumos e equipes técnicas para o epicentro das buscas.
Os reflexos do abalo sismológico cruzaram fronteiras. Países como Panamá, Equador e Venezuela sentiram os tremores. No Brasil, moradores de edifícios em bairros de Manaus relataram ter sentido o tremor, levando o Corpo de Bombeiros do Amazonas a realizar vistorias preventivas na capital amazonense. Países da região e órgãos internacionais manifestaram solidariedade e já iniciaram a mobilização para enviar ajuda humanitária às zonas afetadas.
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