A rede brasileira de cafeterias The Coffee, criada em Curitiba pelos irmãos Carlos, Alexandre e Luís Fertonani, prepara-se para dar um de seus passos mais emblemáticos: a chegada ao Japão. Com previsão de inaugurar sua primeira unidade em Tóquio no primeiro semestre de 2027, a empresa fecha um ciclo simbólico ao desembarcar no país que serviu de inspiração direta para o seu conceito arquitetônico minimalista e modelo operacional focado em to go (para levar).
A internacionalização, contudo, vai muito além do apelo estético. Hoje, a rede já soma mais de 370 lojas espalhadas por diversos países — com cerca de 200 unidades no exterior e 175 no mercado brasileiro —, e aproximadamente 66% de sua receita anual já provém de operações internacionais. Após estimar fechar o ciclo recente com faturamento em torno de US$ 50 milhões, a companhia projeta alcançar US$ 80 milhões em 2026 e traçou uma meta ambiciosa para o final de 2028: atingir uma receita bruta de US$ 350 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), sustentada por uma rede de aproximadamente 1 000 lojas no exterior.
Para suportar esse ritmo de crescimento global, a The Coffee aposta na consolidação da marca nas principais capitais mundiais para impulsionar a atração orgânica em cidades menores. Além da expansão consolidada em mercados europeus, da América Latina e da Ásia, os Estados Unidos despontam como a próxima grande aposta estratégica da empresa para ganhar escala global e rivalizar com gigantes tradicionais do setor, posicionando-se na vanguarda do segmento de cafés especiais.
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