Pequim alega impacto direto e se alia a Brasília em questionamento contra tarifas americanas
A disputa comercial iniciada pelo Brasil contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC) ganhou um novo desdobramento global. A China formalizou um pedido oficial para ingressar no processo de consultas acionado pelo governo brasileiro contra as tarifas impostas pela administração norte-americana, que chegam a 37,5% sobre centenas de produtos exportados.
Pequim justificou a solicitação afirmando ter “interesse comercial substancial” no caso, argumentando que as sobretaxas adotadas por Washington com base em investigações da Seção 301 alteram as condições de concorrência e prejudicam exportações de bens chineses direcionados ao mercado dos EUA.
Os pontos centrais da disputa
A ação do Brasil contestou duas frentes de sobretaxas aplicadas unilateralmente pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR):
- Alíquota de 25%: Aplicada sob pretexto de investigações por supostas “práticas comerciais desleais”.
- Alíquota adicional de 12,5%: Vinculada a investigações sobre trabalho forçado.
O diplomacia brasileira argumenta que as taxas são inconsistentes com as normas do comércio internacional e violam acordos multilaterais estabelecidos no âmbito da OMC.
Aceite dos EUA e próximos passos
Os Estados Unidos confirmaram o aceite para iniciar a fase de consultas solicitada pelo Brasil. O gesto sinaliza a disposição de Washington em sentar à mesa de negociações, etapa prévia e obrigatória antes da eventual abertura de um painel de julgamento (controvérsia) na OMC.
Com a tentativa de adesão formal da China ao processo, a pressão diplomática sobre a Casa Branca ganha reforço relevante de outro integrante do BRICS. As tratativas diplomáticas devem ocorrer nos próximos 60 dias para buscar um entendimento entre as nações envolvidas.
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