Dr. Furlan renuncia à prefeitura de Macapá em meio a investigações da PF
O cenário político do Amapá sofreu uma reviravolta nesta quinta-feira (5). O prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), oficializou sua renúncia ao cargo por meio de um ofício enviado à Câmara Municipal. A decisão ocorre em um momento crítico: Furlan e seu vice, Mario Neto (Podemos), já haviam sido afastados de suas funções na quarta-feira (4) por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Crise e investigação: a Operação Paroxismo
A renúncia é o desdobramento de uma semana turbulenta. Na quarta-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Paroxismo, que investiga um suposto esquema criminoso de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos na Secretaria Municipal de Saúde.
- O foco: Irregularidades no contrato de R$ 69,3 milhões para a construção do Hospital Geral Municipal.
- As acusações: Indícios de direcionamento de licitação, lavagem de dinheiro e depósitos suspeitos em contas ligadas ao ex-prefeito e à primeira-dama, Rayssa Furlan.
- Afastamento: O ministro do STF, Flávio Dino, determinou o afastamento por 60 dias para evitar a destruição de provas, proibindo inclusive o acesso dos políticos aos prédios da prefeitura.
Estratégia política: o projeto para o Setentrião
Apesar das investigações, Dr. Furlan alega que sua saída é uma resposta ao “anseio público” e uma exigência da legislação eleitoral para sua pré-candidatura ao Governo do Estado nas eleições de 2026. Em pronunciamento nas redes sociais, o político — que se filiou ao PSD na última terça-feira (3) — classificou a ação judicial como “perseguição política”.
”Ataques e perseguições não são contra o Furlan, mas contra a vontade do povo de Macapá”, afirmou o agora ex-prefeito.
Furlan foi reeleito em 2024 com 85,08% dos votos, a maior votação proporcional entre as capitais brasileiras, e lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo estadual, aparecendo como o principal rival político do grupo do senador Davi Alcolumbre (União) e do atual governador Clécio Luís (União).
Quem assume o comando da capital?
Com a renúncia de Furlan e o afastamento judicial do vice-prefeito Mario Neto, a linha de sucessão recai sobre o Legislativo:
- Pedro DaLua (União): O presidente da Câmara Municipal de Macapá já assumiu o cargo de prefeito em exercício.
- Câmara Municipal: A vereadora Margleide Alfaia passa a responder pela presidência da Casa de Leis.
A defesa de Dr. Furlan já recorreu aos tribunais superiores para tentar anular o afastamento e garantir acesso ao inquérito, negando qualquer envolvimento em ilegalidades.

































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