Estados Unidos retomam bombardeios contra o Irã em retaliação a ataques na Jordânia

​As Forças Armadas dos Estados Unidos voltaram a bombardear alvos diretamente ligados ao Irã, pondo fim a um hiato de cerca de cinco dias sem ofensivas no território do país persa. A ação militar é uma resposta direta do governo americano às recentes investidas com mísseis e drones lançados por Teerã e por grupos aliados contra tropas e instalações americanas posicionadas na Jordânia.

​De acordo com comunicados do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), os bombardeios de grande intensidade visam degradar as capacidades estratégicas e de resposta militar da Guarda Revolucionária do Irã, além de desarticular o suporte a milícias regionais. A escalada ocorre em um momento crítico para a estabilidade geopolítica no Oriente Médio, interrompendo as negociações que visavam a manutenção de uma trégua na região.

​A retomada das hostilidades provocou reações imediatas da mídia estatal iraniana e das autoridades do país, que relataram impactos de ataques em províncias e regiões costeiras do Golfo Pérsico. Em contrapartida, forças defensivas aliadas registraram disparos retaliatórios partindo do território iraniano em direção a países vizinhos e a bases com presença de militares ocidentais.

​A renovada onda de tensão internacional traz preocupações globais quanto ao abastecimento de petróleo, ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e aos riscos de contágio do conflito para outras nações vizinhas, como o Iraque, o Kuwait e o Egito.


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