Justiça condena delegado Dannilo Proto e esposa por esquema que desviou R$ 2,2 milhões da Educação em Goiás
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) condenou o delegado da Polícia Civil Dannilo Ribeiro Proto, sua esposa, a professora estadual Karen de Souza Santos Proto, e outras oito pessoas por integrarem um esquema criminoso responsável por fraudar licitações e desviar mais de R$ 2,2 milhões de verbas públicas destinadas a escolas estaduais em Rio Verde.
A decisão judicial impôs penas severas ao casal. Dannilo Proto, que já se encontra detido na Casa do Albergado em Goiânia, recebeu uma pena de 11 anos, 2 meses e 1 dia de reclusão em regime fechado, além do pagamento de 576 dias-multa. A magistrada responsável pelo caso negou ao delegado o direito de recorrer em liberdade para garantir a ordem pública, mantendo sua prisão preventiva. Já Karen Proto foi sentenciada a 11 anos, 1 mês e 20 dias de reclusão, mais 405 dias-multa.
Como funcionava a engrenagem do desvio
As investigações conduzidas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) na Operação Regra Três apontaram que o grupo operava por meio de empresas de fachada — muitas vezes registradas em nomes de laranjas — para simular concorrência e fraudar contratações diretas. Karen ocupava cargo estratégico na área da Educação estadual e atuava facilitando as decisões administrativas que viabilizavam o esquema, direcionando recursos voltados à melhoria de infraestrutura e funcionamento das unidades de ensino.
Entre os crimes atribuídos aos envolvidos no processo estão organização criminosa, peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso, lavagem de capitais, prevaricação e ameaça.
Ressarcimento milionário e perda dos cargos
Além das condenações a privação de liberdade, os dez réus foram sentenciados ao ressarcimento solidário dos cofres públicos. Eles deverão pagar R$ 1.850.618,99 como reparação pelos danos materiais causados, além de uma indenização por danos morais coletivos fixada em R$ 1 milhão, somando mais de R$ 2,8 milhões em obrigações financeiras corrigidas.
A sentença também determinou a perda do cargo público para três réus, incluindo o delegado Dannilo e sua esposa Karen, medida que deverá ser efetivada e comunicada aos respectivos órgãos governamentais e à Justiça Eleitoral após o trânsito em julgado da ação. As defesas do casal afirmaram que pretendem recorrer da decisão nas instâncias superiores.
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