A série de sabatinas promovida conjuntamente pelo portal g1 e pelo canal GloboNews com os principais cotados para a Presidência da República não contará com os dois candidatos melhor posicionados nas pesquisas. Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) optaram por não comparecer aos encontros com as jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery, realizados ao vivo nos estúdios do Grupo Globo no Rio de Janeiro.
O convite foi feito com base no levantamento mais recente do instituto Datafolha, abrangendo os cinco postulantes com melhor desempenho na intenção de voto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio formal, com a participação de representantes das campanhas. O petista, contudo, recusou o convite para a sabatina agendada no início da semana. Já o parlamentar do PL acabou ficando de fora após sua equipe não responder ao convite dentro do prazo estipulado pelos veículos de imprensa.
A ausência das duas lideranças contrasta com o movimento dos demais adversários políticos. Concorrentes como Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) confirmaram presenças e compareceram às bancadas, usando o espaço de grande alcance nacional para expor suas diretrizes de governo, propostas econômicas e críticas à atual gestão.
O declínio conjunto reflete uma tática frequentemente adotada por concorrentes consolidados e líderes de intenção de voto. Analistas do cenário eleitoral apontam que grandes postulantes tendem a evitar exposições em sabatinas individuais mais incisivas e em debates televisivos na fase inicial de campanha para blindar-se contra desgastes e eventuais deslizes. A estratégia prioriza a manutenção da base aliada por meio da propaganda partidária em rádio, TV e atos de rua controlados, em detrimento do confronto direto e do questionamento promovido pelo jornalismo investigativo.
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