Ronaldo Caiado defende polícia sul-americana, anistia ao 8 de janeiro e revisão tributária em entrevista ao g1 e à GloboNews

BRASÍLIA — Em sabatina promovida pelo g1 e pela GloboNews, o candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) apresentou as principais diretrizes de seu plano de governo caso seja eleito. Durante a entrevista, conduzida pelas jornalistas Andréia Sadi e Natuza Nery, Caiado defendeu medidas centrais voltadas para a segurança pública, a pacificação política do país e a reorganização da economia.

​Integração policial na América do Sul

​No campo da segurança pública, o candidato propôs a criação de uma força policial conjunta entre os países da América do Sul para o combate transnacional ao crime organizado e às facções criminosas.

​”É a mesma coisa que a Europa fez. Eu quero ter uma polícia que possa transitar pelos países da fronteira para permitir operações integradas”, afirmou Caiado.

​A proposta prevê acordos diplomáticos que permitam a atuação coordenada de agentes das forças de segurança além das fronteiras nacionais, focando na neutralização de rotas de tráfico e de lavagem de dinheiro das facções no continente.

​Anistia e pacificação política

​Ao abordar o cenário político e os desdobramentos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, Caiado reiterou que, caso assuma o Palácio do Planalto, defenderá a concessão de anistia aos condenados pelas manifestações.

  • Objetivo declarativo: O candidato classificou o ato como uma medida necessária para a “pacificação do país”.
  • Atuação legislativa: Prometeu articulação direta com o Congresso Nacional para acelerar e viabilizar a pauta já nos primeiros meses de mandato.

​Ajuste fiscal e revisão da Reforma Tributária

​Em relação à economia, o candidato do PSD destacou a urgência em promover reformas estruturais e rever pontos da reforma tributária recentemente aprovada pelo Congresso.

  1. Revisão tributária: Caiado avalia que certos trechos da proposta aprovada demandam ajustes imediatos para não sobrecarregar setores produtivos nem comprometer receitas dos entes federativos.
  2. Corte de gastos: O candidato defendeu rigor no ajuste fiscal e prometeu “cortar na carne” do orçamento administrativo.
  3. Empresas públicas: Descartou a privatização de instituições como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, embora tenha admitido discutir a venda de segmentos específicos de estatais como a Petrobras.

​Para entender melhor as propostas citadas no texto, você pode assistir ao trecho em que Ronaldo Caiado defende anistia para os presos do 8 de janeiro, onde o candidato detalha suas justificativas e posicionamentos políticos sobre o tema.


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