A Polícia Federal (PF) iniciou uma apuração para investigar denúncias de um suposto esquema de corrupção e caixa dois envolvendo a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) e a campanha eleitoral do governador Ratinho Júnior (PSD) em 2022. O caso ganhou novos contornos nesta última semana de dezembro de 2025, após a divulgação de áudios que indicariam a arrecadação ilegal de recursos por meio da empresa pública.
Os detalhes da denúncia
A investigação foi impulsionada pela bancada de oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), liderada pelos deputados Arilson Chiorato (PT) e Requião Filho (PT). Segundo os parlamentares, o material apresentado à PF contém diálogos que descrevem um esquema estruturado para desviar recursos da estatal com o objetivo de financiar atividades políticas.
As principais suspeitas recaem sobre:
- Uso político da Sanepar: Suposta manipulação de contratos para gerar excedentes financeiros.
- Caixa dois: Arrecadação de valores não declarados à Justiça Eleitoral durante o pleito de 2022.
- Tráfico de influência: Participação de agentes públicos e privados na intermediação de repasses.
Posicionamento dos envolvidos
Em resposta às acusações, o Governo do Estado do Paraná emitiu nota classificando as denúncias como “antigas” e com motivações políticas. O Executivo afirma que a gestão atual preza pela transparência e que os fatos mencionados já teriam sido objeto de outros questionamentos sem comprovação de irregularidades.
A Sanepar, por sua vez, reiterou que colabora com as autoridades e que possui mecanismos rígidos de compliance e governança para impedir desvios de finalidade em suas operações.
Impacto político
O desdobramento da investigação ocorre em um momento estratégico, enquanto o governador Ratinho Júnior consolida sua imagem para possíveis projetos nacionais em 2026. A oposição, no entanto, protocolou pedidos de informações detalhadas e defende que o Ministério Público Federal (MPF) também acompanhe o caso de perto para garantir a isenção das apurações.







