A Polícia Federal (PF) publicou, nesta sexta-feira (2 de janeiro de 2026), uma determinação para o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão da corporação. O ex-parlamentar estava afastado de suas funções técnicas para exercer o mandato de deputado federal, mas teve o cargo cassado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2025.
Detalhes da decisão e situação funcional
O ato declaratório, assinado pelo diretor de Gestão de Pessoas da PF, estabelece a “cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo” com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025. Eduardo deve se apresentar na Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ), unidade onde está lotado.
A corporação foi enfática ao alertar que o não cumprimento da ordem pode acarretar punições:
”A ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”, diz o texto publicado no Diário Oficial da União.
Contexto da cassação
A perda do mandato de Eduardo Bolsonaro ocorreu devido ao excesso de faltas às sessões deliberativas da Câmara. Segundo o regimento interno e a Constituição, parlamentares que faltam a mais de um terço das sessões sem justificativa perdem o cargo.
Desde o início de 2025, Eduardo reside nos Estados Unidos, alegando sofrer perseguição política e judicial no Brasil. Recentemente, além da cassação, ele teve seu passaporte diplomático cancelado e é alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) por condutas que incluem a articulação de sanções internacionais contra autoridades brasileiras.
Resumo dos principais pontos
- Cargo: Escrivão da Polícia Federal (concursado).
- Lotação: Angra dos Reis, Rio de Janeiro.
- Motivo do retorno: Perda do mandato parlamentar por absenteísmo.
- Situação atual: O ex-deputado permanece no exterior e não se manifestou sobre a notificação até o momento.







