O cenário político em Astorga subiu de tom nesta semana após o anúncio da alienação de diversos imóveis e terrenos de propriedade do município. As áreas, originalmente destinadas à construção de equipamentos públicos essenciais — como creches, escolas, postos de saúde e praças —, estão sendo ofertadas através de leilões oficiais da administração atual, gerando um embate direto entre a gestão e a oposição.
O centro da controvérsia
Em loteamentos urbanos, é comum e legalmente previsto que uma porcentagem das terras seja destinada ao domínio público para garantir o crescimento infraestrutural da cidade. No entanto, o anúncio da venda desses lotes pelo governo municipal levantou questionamentos sobre o planejamento urbano a longo prazo e a saúde financeira da prefeitura.
O ex-prefeito Bega utilizou suas redes sociais para criticar duramente a iniciativa da gestão de Suzi e Geovane. Segundo o ex-gestor, a venda seria um sinal de insolvência financeira:
”Astorga tá quebrada mesmo… uma gestão que assume com 14 milhões em caixa, faz mais de 15 milhões em financiamentos, dá calote no Fundo de Previdência e ainda tem que vender imóveis do município pra pagar contas?”, disparou Bega em comunicado aos seus seguidores.
Contexto e justificativas da gestão
De acordo com os editais de leilão publicados recentemente pela Prefeitura de Astorga, o objetivo declarado para a venda desses bens é a captação de recursos para novos investimentos e amortização de dívidas. A administração defende que muitos desses terrenos são áreas remanescentes de difícil manutenção ou que o valor arrecadado será revertido em obras de maior impacto imediato para a população.
Os principais pontos de conflito citados pela oposição incluem:
- Gestão de Caixa: O questionamento sobre o destino dos 14 milhões de reais supostamente deixados em caixa pela gestão anterior.
- Endividamento: A preocupação com os novos financiamentos que ultrapassam a marca dos 15 milhões de reais.
- Previdência Municipal: Alegações de atrasos ou falta de repasses ao fundo dos servidores, ponto sensível em qualquer administração pública.
Situação atual dos leilões
Os anúncios de venda já circulam em canais oficiais e empresas de leiloaria. Moradores de bairros afetados expressam preocupação, temendo que a venda de terrenos destinados a praças e postos de saúde resulte em uma sobrecarga nos serviços públicos já existentes.
A equipe de reportagem continua acompanhando os desdobramentos e aguarda um posicionamento detalhado da Prefeitura de Astorga sobre o destino específico de cada centavo arrecadado com as vendas e uma resposta oficial às acusações sobre o Fundo de Previdência.







