Internacional

Explosões atingem Caracas e Venezuela acusa Estados Unidos de agressão militar

Na madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026, a capital venezuelana, Caracas, foi abalada por uma série de pelo menos sete explosões coordenadas, mergulhando a cidade em um cenário de pânico e incerteza. O governo de Nicolás Maduro reagiu prontamente, classificando os eventos como uma “gravíssima agressão militar” perpetrada pelos Estados Unidos.

​O que se sabe até agora

​As detonações ocorreram por volta das 2h da manhã (horário local), sendo ouvidas em diversos pontos da capital e nos estados adjacentes de Miranda, Aragua e La Guaira. Relatos de testemunhas e jornalistas no local confirmam o sobrevoo de aeronaves a baixa altitude logo após os estrondos.

  • Alvos atingidos: Informações preliminares indicam que as explosões atingiram instalações estratégicas, incluindo a Base Aérea Generalísimo Francisco de Miranda (La Carlota) e o Forte Tiuna, o principal complexo militar do país. Há também relatos de ataques ao Aeroporto de Higuerote.
  • Impacto na infraestrutura: Grande parte da zona sul de Caracas e áreas próximas às bases militares sofreram interrupções no fornecimento de energia elétrica. Vídeos em redes sociais mostram colunas de fumaça e moradores ocupando as ruas em estado de alerta.
  • Estado de Exceção: Nicolás Maduro decretou estado de exceção e convocou uma “mobilização nacional”, apelando para que as forças políticas e sociais defendam a soberania do país contra o que chamou de “ataque imperialista”.

​Contexto de escalada militar

​A acusação venezuelana ocorre em um momento de tensão máxima com a administração de Donald Trump. Nas últimas semanas, o governo americano intensificou a pressão sobre o regime de Maduro:

  1. Aumento de recompensa: Em agosto de 2025, os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro.
  2. Presença naval: Um robusto aparato militar foi enviado ao Mar do Caribe, inicialmente sob a justificativa de combate ao narcotráfico.
  3. Ordens de ataque: Segundo fontes da imprensa americana, como a CBS News, o presidente Trump teria autorizado ataques aéreos contra alvos específicos em solo venezuelano para destruir infraestruturas que, segundo Washington, apoiam o crime organizado e o tráfico.

​Reações Internacionais

​A FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) emitiu um comunicado proibindo aeronaves civis americanas de operarem no espaço aéreo venezuelano, citando “atividade militar em curso”.

​Enquanto a Casa Branca e o Pentágono ainda não emitiram um pronunciamento oficial detalhando a extensão da operação, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou-se em redes sociais afirmando que Caracas está sendo alvo de bombardeios por mísseis e pediu a convocação imediata da ONU e da OEA.

​O governo venezuelano sustenta que o verdadeiro objetivo da ação é o controle das reservas de petróleo e recursos minerais do país. Até o momento, não há balanço oficial de vítimas ou feridos.

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