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Ato contra feminicídio reúne ministras e família de Tainara na zona norte de SP

Ato contra feminicídio reúne ministras e família de Tainara na zona norte de SP

​O Parque Novo Mundo, na zona norte de São Paulo, foi palco de uma mobilização nacional contra a violência de gênero neste domingo, 1º de março de 2026. O ato memorial, organizado pelo governo federal, marcou o início das atividades do “Março das Mulheres” e rendeu homenagens a Tainara Souza Santos, de 31 anos, vítima de um dos crimes mais brutais registrados recentemente na capital paulista.

​A manifestação contou com a presença das ministras Márcia Lopes (Mulheres), Marina Silva (Meio Ambiente) e Sonia Guajajara (Povos Indígenas), além do ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário). Os participantes refizeram o trajeto onde, em novembro de 2025, Tainara foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro pelo carro conduzido por Douglas Alves da Silva.

​Mural e memória

​Um dos momentos centrais do evento foi a inauguração de um mural de mais de 140 metros em homenagem a Tainara, pintado por artistas visuais e grafiteiras da região. Para a família da vítima, presente no ato, a obra simboliza o pedido por justiça. “Ela era uma jovem cheia de vida que foi tirada de mim por um monstro”, desabafou Márcia Souza, mãe de Tainara, durante o encontro.

​Tainara faleceu na véspera do Natal de 2025, após 25 dias de internação e múltiplas cirurgias que incluíram a amputação de ambas as pernas devido à gravidade dos ferimentos.

​Desdobramentos jurídicos e políticos

​As últimas novidades sobre o caso reforçam a gravidade da punição esperada. Douglas Alves da Silva, de 26 anos, segue preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos. Inicialmente investigado por tentativa de feminicídio, o réu agora responde por feminicídio consumado com diversas qualificadoras. A defesa da família de Tainara acredita que, somadas as penas pelas agressões e pela morte, a condenação pode ultrapassar os 50 anos de prisão. O julgamento deve ocorrer em júri popular, possivelmente ainda em 2026.

​No campo das políticas públicas, a ministra Márcia Lopes aproveitou o ato para anunciar:

  • Pacto Nacional contra o Feminicídio: Uma articulação para que estados e municípios padronizem o acolhimento a vítimas e o rigor na investigação.
  • Educação nas escolas: A regulamentação do projeto “Maria da Penha vai à escola”, prevista para este mês, visando combater a cultura da violência desde a base escolar.
  • Nova instituição: A promessa de instalação de um centro de acolhimento especializado na região do Parque Novo Mundo para atender mulheres em situação de vulnerabilidade.

​O evento terminou com um clamor por “nenhuma a menos”, ressaltando que o caso de Tainara — que deixou dois filhos de 7 e 12 anos — tornou-se um símbolo da luta contra a banalização da vida das mulheres no Brasil.

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